O VIOLINO

Temos um violino herdado em casa. Está na caixa há décadas, e a crina está soltando do arco. Não é uma casa de músicos…

O avô do Lu tocava baixo tuba bem; já o pai arranhava no violino pra acompanhar a irmã ao piano, mas desistiu cedo; e o Lu conseguiu chegar até o Danúbio Azul no acordeom, que não se sabe que fim levou.

De minha parte, venho de uma família musical, mas só do lado masculino (papai cantava-tocava-compunha, Augusto canta-toca violão, Dario dedilha solos ao violão). Minha mãe até cantarola baixinho, mas minha irmã Lina e eu somos igualmente desafinadas, embora talvez ela não concorde comigo rs; também não sei onde foram parar nossos violões…

Meu filho, Daniel, lá pelos 8 anos, quis – e teve – uma flauta transversal, que está guardada. Não, ele não toca. Com essa genética de pai e mãe…

(Aqui, justiça seja feita ao Lu, que se redime em parte: sua filha do primeiro casamento, Lia Cordoni, é cantora e afinadíssima, mas aí houve herança genética materna rs)

Bem, minha dúvida é a mesma ao longo desses anos: devo mandar restaurar a caixa, afinar o violino, substituir a crina do arco, em homenagem ao avô do Lu? Ou devo deixar tudo como está, que é como já foi deixado pelo pai do Lu? O que ilustraria melhor a família?…

Consultei o Lu, que só quer o violino do pai por perto… Masss, ao ler antecipadamente este post, Lu conclui que, sim, melhor restaurar o violino. Ok, mais um item pra longa lista do que fazer em 2013 (e já estamos quase em julho)…

Ps.: Você também pratica a enrolation na sua casa?

Minha míni obra: O violino, 28cm x 17cm, pintura e colagem em recorte de papel  

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3 comentários

  1. Principalmente quando faço pães. Depois de todo o “glamour” depois de prontos, produzidos e fotografados, vejo aquela pilha de louças olhando-me com desdém!!! rsrs…

    • Paula Bambino

      Fotografe-a e essa pilha vai ficar linda: todo glamour tem seus bastidores he he he. Adoro o making of de toda arte, bjusss!