Depois de tudo, um refresco de domingo ler a manchete q traduzo como “Michelle Obama se apaixonou em ser feliz!”

Bola dentro da Vogue americana (não acham?) ao ilustrar sua última capa do ano com a mulher negra, linda, consciente, um tanto irritadiça mas tbem brincalhona, parceira e mãe, e q respondeu com personalidade aquela nossa pergunta inicial sobre q tipo de primeira dama ela iria ser.

Firmeza com doçura e consequência, a eclipsar a agora anacrônica imagem de primeiras damas figurativas e engessadas na elegância produzida para fazerem fotos e parecerem adequadas ao “cargo”.

Tão bom se sentir representada! Obama já expressou, como companheiro, q as pessoas se veem um pouco nela. Como jornalista, artista e mulher um tanto atônita com as coisas tais e quais q acontecem no mundo, percebo-a (cá de longe, com o q me chega) como uma feminista contemporaneamente inspiradora.

Acho mentira q a gente não precise de modelos e identificações. Acho no mínimo revigorante sempre q vemos uma mulher, ao nosso lado ou do outro lado do mapa, em busca de uma completude consigo própria e com seu papel no mundo. Acho quentinho esse sentimento íntimo de pertencimento a um grupo q não foge da luta mas tbem não do próprio espelho; q, com uma nova maneira de olhar e compreender, vai resolvendo a equação entre corresponder aos desafios difíceis do cotidiano, e tbem ao sentimento atávico de querer sentir-se bela e bem na própria pele.

Quero estar nesse grupo. Q não grita e nem diz amém sobre o q não concorda, pq tem suficiência de argumentos. Q não impõe suas posições pessoais, mas, antes, revela-as seja nos pequenos gestos, seja na atitude correspondente. Q não teme o julgamento alheio sobre a coerência ou não de seu comportamento empenhado em descobrir por si a melhor trilha da própria vida.

Sentimentos dominicais ao ver Michelle agora rs. A mesma combatente q endereçou públicas críticas à retórica detestável de Donald Trump contra mulheres, é a q tbem posa com charme para a lente da poderosa fotógrafa Annie Leibovitz para a Vogue América de dezembro.

Tks, Michelle Obama. Na forma e no conteúdo, vc representa mtas de nós. A mim, certamente, e a mana Lina, q, sem alarde, dedica-se cada vez mais a desenvolver um trabalho pessoal inspirador sobre como nos sentirmos vivas – plenamente – pelo tempo afora.

Foto via designscene.net

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