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TER MOLESKINES

Quando topei com eles, já tinham virado item fashion. Fiquei encantada na hora, com essa versão atual dos lendários caderninhos pretos inseparáveis dos artistas e intelectuais dos séculos passados.

Eu só sabia dos moleskines genéricos de antigamente (distribuídos a partir da França, até 1986, quando deixaram de ser produzidos). Picasso tinha, Hemingway tinha, e eu também teria!

Grande sacada de uma editora de Milão, que relançou-os com trocentos modelos de usos criativos, em cores e com o nome oficial de moleskines. Pra seduzir pessoas (digamos, suscetíveis) como eu.

Há imitações por toda parte, mas sem o charme do nome original impresso em baixo relevo na contracapa.

Comprei o primeiro em Milão. Nele eu anotaria ideias, esboços, tudo, linkada na tradição artística! Quase vi Leonardo Da Vinci (1452-1519) desenhando num desses (com capa impermeável, bordas arredondadas, elástico e bolsinho interno na contracapa).

Fiz tanta propaganda que meu filho Daniel, morando lá, me abasteceu com outros. O último (comprado aqui, agora é fácil achar www.moleskine.com.br) é uma versão pra viagem com mapas de Londres (Daniel, há dois anos, mora lá rs).

Tudo quase sem uso. Seria Leonardo me intimidando, por ter transformado um instrumento de trabalho num objeto de desejo fashion?

Pode ser. Mas é verdade também que meus “cadernos de artista” são mais mixurucas. Ideias e esboços que fui juntando estão em agendas e brochuras velhas e num amontoado de papéis por aí (acho que por aí ficarão).

Um dia, saberei o que fazer com meus moleskines míticos. Enquanto isso, continuo com a igualmente lendária questão entre o ter e o ser rs…

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2 comentários

  1. Lina

    Adorei. Sabia que moleskines tinha mais do que simples papel. Gostei da dica. Vou já correr pro site pois quero ter um… e ser – querer – um dia parecer Hemingway. bjs